Cursos

Os cursos que ofereço buscam conectar comida e estórias. Se você tem interesse que algum desses cursos ou palestras aconteçam no seu evento ou na sua cidade, escreva para outracozinha@gmail.com para conversarmos.

Em breve o curso de Escrita Compassiva para redes sociais deve acontecer na modalidade online.


Escrever, acolher, nutrir: Escrita compassiva nas redes sociais*

(* em breve disponível em formato online)


Quando nos sentimos ameaçados, intimidados ou antecipamos que seremos mal interpretados é comum assumirmos uma posição defensiva, cuja intenção costuma ser a de querer corrigir o outro. No entanto, a escrita com intenção corretiva não costuma ser uma boa forma de nos conectarmos.

A partir do modelo de desregulação emocional proposto pela psicóloga Marsha Linehan, e de princípios da Comunicação Não Violenta (CNV), propomos algumas possibilidades de nos colocarmos nas redes sociais de um modo menos automático. O que chamo de escrita compassiva faz uso dessas observações, procurando evitar julgamentos moralizadores, dizer o que é certo ou errado, o que deveria ou não deveria. Em vez disso, podemos usar a escrita para revelarmos de onde estamos vindo, o que sentimos, precisamos ou acreditamos. Envolve se colocar num lugar vulnerável, tentando reconhecer e expressar com atenção plena o que nos afeta e mobiliza.

O curso trabalha com exercícios práticos de atenção plena e escrita compassiva, e embora possa ser útil pra qualquer trabalho com textos, é especialmente desenhado para as redes sociais, identificando posturas e formas automáticas em oposição às que facilitam a conexão com o outro nesses ambientes.

Carga horária: 4h


Redescobrindo plantas e sabores: histórias, memórias e identificação de plantas alimentícias não convencionais

Plantas alimentícias não convencionais – as PANC – tem progressivamente ganhado visibilidade nos meios de comunicação e nas conversas na rua. Porém, nos grandes centros é cada vez mais comum ver uma procura por essas plantas guiadas por uma espécie de fetiche com ingredientes exóticos em vez de se olhar com mais atenção pros saberes e sabores locais.

É preciso lembrar que uma receita não é uma prescrição, mas uma história sendo contada: ela tem que servir a quem faz uso dela, à sua realidade ou ela nunca fará sentido. Uma receita nunca deveria ser lida como uma prescrição no estilo ‘você precisa provar isso’.

A partir de exemplares coletados no local onde a oficina ocorre, é feita uma conversa sobre esses ingredientes. Nessa oficina, no entanto, o foco não é conhecer o maior número de plantas não convencionais possível mas recuperar histórias e conhecimentos locais delas. A proposta é de uma conversa que mistura histórias da autora com os saberes trazidos pelos próprios participantes. A oficina, muito mais do que o reconhecimento de plantas, é um convite à compartilhar memórias e fazer suas próprias descobertas.

Carga horária: 2h