O melhor lugar da casa é a cozinha

Nunca me senti à vontade com a forma como o cuidado é organizado nesse mundo: invisível e secundário. Foi pra mostrar que outros jeitos são possíveis que comecei o OutraCozinha.

Apesar do nome, não se assuste se nem sempre você reconhecer um blog de comida. É que comida é só uma desculpa pra falar sobre coisas que mantém a gente vivos: afeto, partilha, cuidado e experiências.

No blog compartilho ideias que envolvem o cuidado com a gente e com o mundo, como jardins comestíveis, cozinha com PANCs e projetos culinários faça você mesmo sem equipamentos especiais, pra precisar cada vez menos daquela mãozinha da indústria. E a newsletter é minha parte preferida: nela envio uma vez por mês ensaios mais reflexivos, pra digerir devagar.

Newsletter

Quando comecei o OutraCozinha,  não queria repetir um modelo em que se produz tudo rápido e sem parar. Queria fazer de outro jeito, sem pressa, me importando de fato em sentir e causar certa satisfação com o que estava botando no mundo.

Cozinho algumas ideias em fogo baixo, com mais carinho pra enviar no seu email uma vez por mês. É só deixar seu email pra receber:

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Sobre

Meu nome é Carla Soares e sou mineira de Belo Horizonte, mas moro há dois anos no interior do Paraná, numa cidade chamada Pato Branco, que fica quase na fronteira com Santa Catarina e a Argentina. E apesar de achar aqui muito frio pro meu gosto, a experiência de viver numa cidade menor tem me agradado.

Morar num lugar menor foi algo que eu desejei. A mudança me possibilitou ter mais tempo, mais espaço. A distância entre mim e quem produz a comida diminuiu muito, e isso tem me permitido enxergar questões em torno do alimento por outros ângulos.

No entanto, essa mudança também significou deixar minha vida antiga numa capital e meu emprego de professora universitária. Me vi sem um trabalho remunerado, apesar de reconhecer que continuo trabalhando. Isso me tornou mais sensível ainda sobre a invisibilidade e importância dos trabalhos de cuidado, que hoje ocupam boa parte do meu tempo, mas que me colocam numa posição social bastante vulnerável. Escrever sobre sobre o que é invisível é uma forma de colocar essas questões em evidência.

Além desse espaço, você encontra outros escritos meus no projeto Mulheres que Escrevem, no qual falo sobre Experiências de leitura, e em resenhas no do #LeiaMulheres.